

Amanhã Será Pleno, Guilherme
Por Átila Oliveira
Enfim, Madonna chega à sua oitava turnê. Oito... esse símbolo infinito. Belo número par num ano, pra ela, redondo.
Essa mulher que esteve diante de tanta gente pelo mundo, prepara-se para ser vista mais uma vez - haja adrenalina. Falar em público é uma tortura pra muitos, imagine dar a cara à tapa, aos 50 anos, numa grande arena enquanto um público ávido lhe diz em várias línguas: entretenha-me. Há que ser sobrenatural. Ter um algo encantador.
Ultrapassar as tais barreiras. Quebrar os tais limites. Ela sempre consegue porque não desiste nunca. Assim como Deus, seria Madonna brasileira? Talvez, sim, talvez, não. Talvez, ela nem seja desse planeta. Ou, talvez, o planeta é que seja dela. Ou, talvez, ainda falte parte dele: o resto. O resto do mundo que ficou pra trás, há 15 anos. É esse que ela vem inspecionar, regar as plantas, cuidar que ainda dêem bons frutos. Mal sabe ela que o resto do mundo jamais foi de ninguém desde a última partida. Detém cada metro quadrado de pensamento. She's The Master.
Em dezembro, todo mundo nesses dois pedaços de resto que visita em especial. Sonhando e Realizando - ou apenas sonhando, se não tentarmos, pudermos, ou pior: desistirmos.
Eu quero estar tinindo num dos dois pedaços do resto do mundo, fazendo o planeta dela ser COMPLETO. Ih, falei de novo!
Que ela chegue aqui tinindo. Dançando como nunca, rouca como nunca - não vou reclamar se ela não for COMPLETA: ela não desiste. No final, iremos comemorar juntos esse ciclo par, infinito.
Será Pleno. Achei a palavra.
